Pontos de não-retorno
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| um fato, uma conversa, um encontro, uma dor| foto: oticacotidiana |
Existe uma coisa ruidosa
Uma coisa ruidosa em mim
e ela não me aquieta, me angustia
a ponto de sentir o empurrão e o sopro no ouvido.
Algo aconteceu.
O quê?
Talvez nem eu consiga descrever agora.
A vida marca a gente em pontos de não retorno.
É como se uma linha imaginária fosse riscada
e a partir de um fato
ou estado de ser,
você não pode mais voltar.
A gente abandona a versão anterior
e tudo a que estávamos acostumados,
mas emerge um sentimento urgente
de que as coisas não podem ficar como estão.
E então, você atravessa a porta,
a linha imaginária e acessa essa nova versão.
Um fato, uma conversa, um encontro, uma dor.
Alguma coisa aconteceu e marcou a linha,
marcou o ponto de não retorno.
E quando uma nova versão se instala em você,
o seu entorno reage.
Afastamentos, redefinições, novos começos, a cura.
Nada consegue ficar sem se movimentar.
E esse movimento é difícil até pra você conseguir definir.
Quem você é? Quem consegue ser?
Quem você ainda quer ser?
Entre um rabisco,
um borrão e uma assinatura feita à mão,
você está e permanece.
Até o próximo ponto de não retorno,
até o ponto em que você precisará deixar partes de você.
E esse abandono não virá acompanhado de saudades,
mas de entusiasmo por ter deixado o que um dia foi fardo.
Alguma coisa aconteceu e marcou a linha,
marcou o ponto de não retorno.
E quando uma nova versão se instala em você,
o seu entorno reage.
Afastamentos, redefinições, novos começos, a cura.
Nada consegue ficar sem se movimentar.
E esse movimento é difícil até pra você conseguir definir.
Quem você é? Quem consegue ser?
Quem você ainda quer ser?
Entre um rabisco,
um borrão e uma assinatura feita à mão,
você está e permanece.
Até o próximo ponto de não retorno,
até o ponto em que você precisará deixar partes de você.
E esse abandono não virá acompanhado de saudades,
mas de entusiasmo por ter deixado o que um dia foi fardo.
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