Até estarmos prontos
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| até estarmos prontos, quantas coisas precisam acontecer? | foto: oticacotidiana |
Quantas coisas precisaram acontecer?
Em quantas esquinas quase nos esbarramos?
O que você precisou atravessar
até estarmos prontos?
Quantas pessoas precisaram chegar
e ir,
umas deixando saudade, outras, alívio,
quantas histórias precisaram arder
antes que a sua pudesse existir?
Quantos nomes foram ditos no escuro
para que o seu soasse assim,
até estarmos prontos?
Quantos quase-encontros,
Quantos casuais travestidos de olhares e promessas,
Quantos beijos momentâneos em um sábado à noite,
quantas vezes você seguiu sem certeza,
até estarmos prontos?
Quantos quase precisaram doer?
Quantas curas precisaram abrir espaço
para você se entregar sem se exilar de si,
até estarmos prontos?
Tudo precisou correr por águas estranhas
entre dores e alegrias,
atrasos e sincronicidades,
tudo precisou acontecer,
até estarmos prontos.
O encontro. O beijo. A entrega.
O dia chega e se impõe,
atravessa ônibus perdidos,
chuva, contratempos, anos.
Entre nós há uma hora
que não se marca no relógio,
mas se reconhece.
Nos encontramos.
Sem todas as respostas.
Com o medo ainda possível.
Nem quase, nem cheios de certeza,
prontos.
Em quantas esquinas quase nos esbarramos?
O que você precisou atravessar
até estarmos prontos?
Quantas pessoas precisaram chegar
e ir,
umas deixando saudade, outras, alívio,
quantas histórias precisaram arder
antes que a sua pudesse existir?
Quantos nomes foram ditos no escuro
para que o seu soasse assim,
até estarmos prontos?
Quantos quase-encontros,
Quantos casuais travestidos de olhares e promessas,
Quantos beijos momentâneos em um sábado à noite,
quantas vezes você seguiu sem certeza,
até estarmos prontos?
Quantos quase precisaram doer?
Quantas curas precisaram abrir espaço
para você se entregar sem se exilar de si,
até estarmos prontos?
Tudo precisou correr por águas estranhas
entre dores e alegrias,
atrasos e sincronicidades,
tudo precisou acontecer,
até estarmos prontos.
O encontro. O beijo. A entrega.
O dia chega e se impõe,
atravessa ônibus perdidos,
chuva, contratempos, anos.
Entre nós há uma hora
que não se marca no relógio,
mas se reconhece.
Nos encontramos.
Sem todas as respostas.
Com o medo ainda possível.
Nem quase, nem cheios de certeza,
prontos.
∞∞∞
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