E se houvesse responsabilidade mútua no lixo produzido?
Já imaginou entrar numa loja, escolher um produto e
na hora de finalizar a compra com o pagamento, não ter a transação aprovada? Mas
calma, não pense que foi por causa da falta do crédito para conclusão da compra.
Mas, porque um código de coleta do lixo, equivalente ao produto, não foi
localizado. Uma situação problemática? Depende em que perspectiva olharmos.
Imagine como conseguiríamos minimizar os problemas do
lixo acumulado se apostássemos num sistema no qual a compra de um bem novo
significasse o recolhimento do produto antigo ou com defeito, para a
reciclagem. Isto é, as duas pontas da cadeia do consumo estariam diretamente conectadas
e responsáveis pelo lixo produzido. O consumidor se dirigindo aos postos de
coleta e as empresas com postos de coletas na mesma proporção (ou equivalente)
aos postos de compra. Loucura? Talvez não.
No
Brasil há ainda poucas informações claras de como descartar equipamentos de
maneira ecologicamente correta, sobretudo os eletrônicos. Muitas vezes, quando
procuramos o local, lidamos com o famoso empurra-empurra dos Sacs. ‘Ah, não é
aqui. Ah, é ali.’ Nisso, o produto continua em casa, tomando espaço vindo a
depois ser descartado de forma incorreta. Há o destaque também para empresas
ecologicamente responsáveis, que na própria embalagem do produto novo já indica
onde ele pode ser descartado ou coletado.
Mas
a questão é: e se pensássemos em institucionalizar a prática pensando nas
gerações futuras e na qualidade de vida? No caso específico dos produtos
eletrônicos, muitos deles possuem elementos químicos altamente danosos à saúde
humana e a natureza. Muitos demoram anos para se desintegrar nos ecossistemas.
Estudos
têm mostrado que o lixo, tanto o orgânico quanto o inorgânico, pode ser
reciclado sem custos elevados e com grandes retornos a empresas ou qualidade de
vida nas cidades. Ser responsável pelo próprio lixo é uma virtude que deve se
expandir. Afinal de contas, com menos lixo circulando e aparente, evitamos inúmeras
doenças e problemas ambientais. Cabe agora pensarmos em possibilidades para
vencer as limitações e problemas do consumo. ∞
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